Memória, de Carlos Drummond de Andrade

Memória

Amar o perdido
deixa confundido
este coraçao.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangiveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.

Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão.

Mais livros, sempre mais livros.

Posted by Luis Ferreira | Posted in | Posted on quarta-feira, abril 14, 2010

Recentemente falei de livros que tinha acabado de ler e que me estava a preparar para começar a ler o 2666 de Bolaño.
Pois ja comecei.
Comecei, e digo que o livro tem me acompanhado para todo o lado, inclusivé quando vou dar aulas.
Segue juntamente com os livros de História de Portugal e de Cultura que me acompanham e de que me faço valer quando os alunos me fazem uma pergunta mais pertinente.
O 2666 era, segundo a intensao do autor, para sair publicado em 5 volumes, o que faria rentabilizar o livro para os herdeiros de Bolaño, aumentando o numeros de exemplares vendidos.
Contudo, e contra as instruçoes do autor, a história foi publicada num volume apenas.
Digo isto porque?
Para explicar que a minha leitura ja progrediu até à 4ª parte do livro, a "Parte dos Crimes".
Contudo se analisarmos o livro em numero de páginas, so ainda devo ter lido cerca de 400  páginas das mais de 1000.
Nao obstante, sinto-me completamente imerso na(s) história(s), apesar e ter achado a parte "Fate" um tanto ou quanto confusa, especialmente no final.
Na obra sentimos a dúvida, o tragédia iminente, o desconforto humano.
Personagens excepcinalmente construidas, com histórias que todos se podem identificar.
É um fiel retrato social e humano.
Aconselho vivamente.
Tenho de admitir que iniciei a leitura com um exemplar da Biblioteca Municipal, mas cedo me envolvi de tal forma que tive de comprar o meu próprio exemplar.
Já se tornou mais que um livro.
É um projecto de leitura, algo que vai acontecendo, a que volto quando me apetece, numa narrativa que cresce à velocidade que quero.
É a diferença de uma grande obra para as de consumo rápido.

Um outro livro que nao ando a ler, mas sim a consultar, é o livro de cultura que me acompanha para as aulas.
"Cultura: Tudo o que é preciso saber", de Dietrich Schwanitz.
O titulo é um pouco pomposo e presunçoso, mas admito que se tornou uma biblia cultural para mim.
Nao o vejo como resposta a todas as minhas duvidas culturais, mas um guia, um dicionário que me da uma panorâmica bastante aberta da Cultura.
Resta-me a mim como leitor decidir se continuo a investigaçao do tema ou se a soluçao apresentada pelo livro me é suficiente.
Desde História Europeia, Literatura, Arte, Filosofia, Linguagem e Geografia, o autor faz-nos mover pela Cultura.
Destaco essencialmente os guias de leituras e resumos das maiores obras mundiais, bem como as idealogias filosóficas de autores como Hegel, Rousseau, Kant, Heidegger ou Nietzsche.
Mais um que nao deve deixar de marcar presença na vossa biblioteca.




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