Memória, de Carlos Drummond de Andrade

Memória

Amar o perdido
deixa confundido
este coraçao.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangiveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.

Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão.

Por quem?

Posted by Luis Ferreira | Posted in , | Posted on sexta-feira, abril 16, 2010

Há fotografias que nos comovem, nos alegram, nos transportam para um lugar e um espaço.
Depois há aquelas que nos agarram pelos colarinhos, nos abanam e nos acordam para a relidade.
Todos nos queixamos, muitas da vezes sem necessidade, por puro comodismo à nossa situaçao.
A seguinte foto abanou-me.

Por quem choras?
Pelo que que a vida te reserva?
Por fome ou sede?
Por saudades?
Por um futuro Amor que te magoará?
Um amigo que te abandonará?
Um familiar que perderás?
Choras por agora ou pelo futuro?
Pelos teus pais ou teus filhos?

E nós porque choramos?



                                                                     Foto de Lúcia Letra.

Icones de Beleza- Audrey Hepburn

Posted by Luis Ferreira | Posted in | Posted on sexta-feira, abril 16, 2010



Mais livros, sempre mais livros.

Posted by Luis Ferreira | Posted in | Posted on quarta-feira, abril 14, 2010

Recentemente falei de livros que tinha acabado de ler e que me estava a preparar para começar a ler o 2666 de Bolaño.
Pois ja comecei.
Comecei, e digo que o livro tem me acompanhado para todo o lado, inclusivé quando vou dar aulas.
Segue juntamente com os livros de História de Portugal e de Cultura que me acompanham e de que me faço valer quando os alunos me fazem uma pergunta mais pertinente.
O 2666 era, segundo a intensao do autor, para sair publicado em 5 volumes, o que faria rentabilizar o livro para os herdeiros de Bolaño, aumentando o numeros de exemplares vendidos.
Contudo, e contra as instruçoes do autor, a história foi publicada num volume apenas.
Digo isto porque?
Para explicar que a minha leitura ja progrediu até à 4ª parte do livro, a "Parte dos Crimes".
Contudo se analisarmos o livro em numero de páginas, so ainda devo ter lido cerca de 400  páginas das mais de 1000.
Nao obstante, sinto-me completamente imerso na(s) história(s), apesar e ter achado a parte "Fate" um tanto ou quanto confusa, especialmente no final.
Na obra sentimos a dúvida, o tragédia iminente, o desconforto humano.
Personagens excepcinalmente construidas, com histórias que todos se podem identificar.
É um fiel retrato social e humano.
Aconselho vivamente.
Tenho de admitir que iniciei a leitura com um exemplar da Biblioteca Municipal, mas cedo me envolvi de tal forma que tive de comprar o meu próprio exemplar.
Já se tornou mais que um livro.
É um projecto de leitura, algo que vai acontecendo, a que volto quando me apetece, numa narrativa que cresce à velocidade que quero.
É a diferença de uma grande obra para as de consumo rápido.

Um outro livro que nao ando a ler, mas sim a consultar, é o livro de cultura que me acompanha para as aulas.
"Cultura: Tudo o que é preciso saber", de Dietrich Schwanitz.
O titulo é um pouco pomposo e presunçoso, mas admito que se tornou uma biblia cultural para mim.
Nao o vejo como resposta a todas as minhas duvidas culturais, mas um guia, um dicionário que me da uma panorâmica bastante aberta da Cultura.
Resta-me a mim como leitor decidir se continuo a investigaçao do tema ou se a soluçao apresentada pelo livro me é suficiente.
Desde História Europeia, Literatura, Arte, Filosofia, Linguagem e Geografia, o autor faz-nos mover pela Cultura.
Destaco essencialmente os guias de leituras e resumos das maiores obras mundiais, bem como as idealogias filosóficas de autores como Hegel, Rousseau, Kant, Heidegger ou Nietzsche.
Mais um que nao deve deixar de marcar presença na vossa biblioteca.




Todos merecem uma Serenata ao Luar

Posted by Luis Ferreira | Posted in | Posted on quarta-feira, abril 14, 2010

Porque também ja fui apenas um rapaz em frente a uma rapariga, pedindo-lhe para me amar!

Posted by Luis Ferreira | Posted in | Posted on quarta-feira, abril 14, 2010




I can think of younger days when living for my life

Was everything a man could want to do.
I could never see tomorrow, but I was never told about the sorrow.

And how can you mend a broken heart?
How can you stop the rain from falling down?
How can you stop the sun from shining?
What makes the world go round?
How can you mend a this broken man?
How can a loser ever win?
Please help me mend my broken heart and let me live again.

I can still feel the breeze that rustles through the trees
And misty memories do days gone by
We could never see tomorrow, noone said a word about the sorrow.

And how can you mend a broken heart?
How can you stop the rain from falling down?
How can you stop the sun from shining?
What makes the world go round?
How can you mend this broken man?
How can a loser ever win?
Please help me mend my broken heart and let me live again.

Do que me resta.

Posted by Luis Ferreira | Posted in | Posted on quarta-feira, abril 14, 2010

Cá estamos de novo, e novamente com um pedido de desculpas àqueles que por algum motivo se deparam com o desabafo que é este blog e nao veêm actualizaçoes.

Hoje encontrei por acso o poema de Fernando Pessoa "Sim, sei bem", e com ele me identifiquei.
Tambem eu sei que nao serei ninguem. 
Ninguem sabe o que será nem o que será para alguem.
Tambem eu sei que nao terei obra.
Também sei que nao saberei de mim.
Mas uma coisa sei.
Sei que hoje posso sonhar que serei alguem, que terei obra, que saberei de mim.
Nao me tirem o sonho, pois é tudo o que nos resta...

Sim, sei bem de Fernando Pessoa

Posted by Luis Ferreira | Posted in , | Posted on quarta-feira, abril 14, 2010

Sim, sei bem

Sim, sei bem
Que nunca serei alguém.
Sei de sobra
Que nunca terei uma obra.
Sei, enfim,
Que nunca saberei de mim.
Sim, mas agora,
Enquanto dura esta hora,
Este luar, estes ramos,
Esta paz em que estamos,
Deixem-me crer
O que nunca poderei ser.